terça-feira, 5 de agosto de 2014

PROFESSOR CARLOS ALBERTO CAVALCANTI É VENCEDOR EM FESTIVAL DE POESIA NO RIO GRANDE DO SUL

Professor Carlos Alberto em homenagem recebida no Projeto Sextas Feiras Culturais

O Prêmio Lila Ripoll de Poesia 2014, que contou com 582 trabalhos inscritos, que foram avaliados durante 30 dias por rigorosa comissão julgadora, divulgou o seu resultado final. O grande vencedor foi o Professor da AESA Carlos Alberto Cavalcanti, com a poesia "In Foco".

O evento de premiação ocorrerá no dia 12 de agosto, às 19h, no Solar dos Câmara, Rua Duque de Caxias, 968, em Porto Alegre (RS). Haverá na ocasião um Sarau Poético.

O Prêmio Literário foi instituído pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, mediante a Resolução n. 2.910/2004 e tem como objetivo estimular a criação literária e divulgar novos talentos. A temática envolve as causas sociais e questões do gênero.

Eis o(a)s Poetas premiados :


Class.
Poesia
Autor
UF
Cidade
1º LUGAR
IN FOCO
CARLOS ALBERTO DE ASSIS CAVALCANTI
PE
ARCOVERDE
2º lugar
O Visitante
João Elias Antunes de Oliveira
DF
Taguatinga
3º lugar
Pai de Família (?)
Dora Oliveira
MG
Ipatinga
Menção Honr.
A Possibilidade da Avenida
André Telucazu Kondo
SP
Jundiaí
Menção Honr.
Atropelamento
Evanise Gonçalves Bossle 
RS
Tramandaí
Menção Honr.
Batendo em Retirada
Sandra Meyer Silvestre
SC
Criciúma
Menção Honr.
Déjà vu
Cláudio Luís Wolf
RS
Canoas
Menção Honr.
Meu Monstro
Júlia Nunes Azzi
RS
São Jerônimo
Menção Honr.
O Crack e o Menino
Alberto José de Araújo
RJ
Rio de Janeiro
Menção Honr.
Perguntas do Tempo
Cinara Ferreira Pavani
RS
Porto Alegre
Menção Honr.
Soneto do Operário
André Luís Soares
ES
Guarapari
Menção Honr.
Sócio
Adilson Roberto Gonçalves
SP
Campinas
Menção Honr.
Vertente
Paulo Sérgio Barros
RS
Porto Alegre

A presença do Poeta de Arcoverde na cabeça dessa lista é motivo de muito orgulho para nossa Cidade. Vejamos, então, a Poesia vitoriosa:


IN FOCO
Carlos Alberto de Assis Cavalcanti


Um jornal cobre o corpo inerte
estirado na calçada de uma rua;
curiosos formam um círculo
em volta daquele corpo
embrulhado em notícias também mortas;
o jornal é de ontem e o morto não tem amanhã;
ambos jazem hoje,
sob o efeito de furos distintos:
um, jornalístico; outro, balístico.
No dia seguinte, o extinto
vira notícia na página policial
até que outros furos
sejam dados no jornal
por cobertura

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