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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

FILHOS DE JOÃO SILVA ENVIAM CARTA DE AGRADECIMENTO A ARCOVERDE

Ao saberem da homenagem que estava sendo prestada ao seu pai em Arcoverde pela passagem dos 82 anos do seu nascimento, os filhos do compositor arcoverdense João Silva enviaram carta de agradecimento endereçada ao COCAR - Coletivo Cultural de Arcoverde, com o seguinte teor:

               "Nós, Lúcia, Margareth, João Carlos, Luciane, Luciete e Carlos Alberto, filhos de João Leocádio da Silva, o João Silva, filho tão amado desta terra vimos, através do seu biógrafo, José Maria Almeida Marques, expressar nossa mais sincera alegria e agradecimento ao povo de Arcoverde que, através do COCAR, promove este evento, tão significativo, para comemorar os 82 anos de nascimento do nosso saudoso e querido pai.

       Sabemos nós, os filhos, o quanto nosso pai amava sua terra. Quanto se orgulhava dela. Tal amor se transformou em música; "Arcoverde Meu", "Porteira do Sertão", " Nem se despediu de mim" e por aí vai.

       Nosso pai, através de sua cidade, desde as Caraíbas cantou todas as belezas do sertão. O vaqueiro, o umbuzeiro, as manhãs de chuva, os amores perdidos e os achados. Ele fez da arte de compor o maior objetivo de sua obra. E dizia orgulhoso: - eu vivo da minha arte.

       E nosso pai foi feliz na sua empreitada. Encontrou no seu caminho o Rei Luiz Gonzaga, o qual, como ninguém, soube dar valor à pureza e a força da poesia de João Silva. ... filho tão amado por esta terra. Sua terra.

       E, como é de todos conhecido, a poesia de João foi de grande valor para Seu Luiz. Graças ao LP Danado de Bom, Gonzaga fez o maior sucesso da sua carreira, ganhando seu primeiro disco de ouro.

       Aliás, nos últimos cinco anos da vida de Gonzagão, lhe foi João Silva parceiro é amigo fiel e no último show do Rei, no Teatro Guararapes, em 1989, servindo-lhe de voz guia. E lá vieram, "Uma pra mim, uma pra tu", "Vou te matar de cheiro", "Pagode russo", "Forró de cabo a rabo", "Vê se liga para mim",  além de outras obras primas da parceria Gonzaga e João.

      Nesta ocasião, portanto, agradecidos de todo coração, pedimos às autoridades desta terra que não esqueçam seu poeta maior. Se possível criem aqui o Memorial João Silva, para guardar toda a memória do artista. Se não for pedir muito, gostaríamos, ainda, de ver uma placa na BR 232, onde estivesse escrito: ARCOVERDE A TERRA DE JOÃO SILVA.

      Por fim, pedindo as bençãos à Nossa Senhora do Livramento, queremos dizer:
      - viva Arcoverde
      - viva João Silva."

JOÃO SILVA, MERECIDA HOMENAGEM EM SUA TERRA




João Leocádio da Silva, compositor arcoverdense e Patrimônio Vivo da Cultura Pernambucana, falecido no final de 2013, recebeu nos dias 15 e 16 de agosto da comunidade arcoverdense uma merecida homenagem na data em que estaria completando 82 anos.

O evento JOÃO SILVA, ARCOVERDE NÃO SE ESQUECEU DE TI, foi realizado pelo COCAR - COLETIVO CULTURAL DE ARCOVERDE, não por acaso, posto que João Silva tinha uma relação bastante próxima com os integrantes do COCAR, tanto que foi o coletivo arcoverdense que indicou o nome do compositor para concorrer ao Prêmio Patrimônio Vivo, promovido pela FUNDARPE, o qual lhe foi concedido em 2012. A nós do COCAR ele externou que um dos seus maiores desejos era ter a obra musical reconhecida em sua Terra Natal.

E foi com o objetivo de dar a obra de João Silva o relevo merecido que o COCAR resolveu realizar este evento comemorativo, o qual foi principalmente voltado para os estudantes, como forma de passar para as novas gerações a dimensão de quem foi este artista no cenário musical brasileiro.

A abertura da celebração ocorreu na tarde de ontem na Escola Técnica Estadual Prof. Jonas Costa, que acolheu dentro do Projeto Café Literário a exibição do vídeo Na Sala do Compositor João Silva de Dewis Caldas (Maranhas Filmes), seguida de uma produtiva roda de conversa com o biógrafo e parceiro de João Silva, José Maria Marques. O diálogo foi acompanhado pela Gestora Lúvia Bezerra e sua equipe que propiciaram uma intensa participação dos estudantes, os quais demonstraram muito interesse em conhecer a história do compositor e as suas principais músicas.

O Café Literário da ETE contou com a participação de mais de 500 pessoas (estudantes, professores e público externo) e a exibição do vídeo e o debate teve que ser realizado em dois momentos devido à limitação de espaço.

O escritor José Maria Marques na ETE - Arcoverde

À noite, a Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde - AESA abriu as portas para debater A Importância da Obra de João Silva para a Música Brasileira também conduzida pelo escritor e poeta José Maria Marques. Estiveram na mesa representando a instituição os Professores Maria do Carmo (Coordenação do Curso de História); Edmilson Sá (Coordenação do Curso de Letras), Carlos Alberto Cavalcanti e Otacílio Góes e pelo COCAR, o Diretor Draiton Moraes.

O debate com cerca de duzentos estudantes do curso de História e Letras transcorreu, como era de se esperar, em altíssimo nível tanto nas perguntas quanto nas observações trazidas da platéia, ali surgiu inclusive a ideia de se criar em Arcoverde o Memorial João Silva, como forma de preservar a história de um dos personagens mais brilhantes da cena musical brasileira. O palestrante chamou atenção que tal iniciativa colocará Arcoverde em destaque como um lugar que cuida de sua cultura e de sua história.

Debate na AESA
Na manhã do dia 16 (data do aniversário), a homenagem foi realizada no Centro Comercial de Arcoverde - CECORA, onde recentemente foi criada uma rua temática com o nome Compositor João Silva. A equipe do CECORA cuidou de preparar o espaço para receber exposição da obra e fotografias do homenageado, execução de suas músicas em radiola, lançamento do Cordel, declamação e apresentação musical do Quarteto Sabiá. O local foi visitado por cerca de duzentos estudantes da Escola Estadual Carlos Rios, acompanhados de equipe de professores, que já haviam introduzido o tema em sala de aula, mediante exibição de um documentário com entrevista em que João Silva relata a sua história.

Manhã festiva no CECORA
Estiveram presentes ao evento, dentre outros, Hélio Neves (colecionador da obra de João Silva), Gicivaldo Gallindo (autor de Cordel em homenagem a João Silva), Edilza Vasconcelos (Presidente do COCAR), Paulo Sérgio Diniz (Diretor do CECORA), Márcia Moura (Professora), os poetas Hugo Araújo, Túlio Araújo, Diosman Avelino, além numeroso público que frequenta o Centro Comercial.

A equipe do COCAR sente-se muito feliz em poder dar sua contribuição no sentido de divulgar e valorizar a obra deste filho de Arcoverde que é considerado um dos maiores compositores da música brasileira. Não poderíamos deixar de lembrar os parceiros: Hotel Monteirão, CECORA, Escola Carlos Rios, da Escola Técnica Estadual Prof. Jonas Costa, Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde - AESA, do Centro Integrado de Cultura e Arte - CINA, blogs De 1ª Categoria e Falando Francamente, Clube do Vinil e Maranhas Filmes.

FOTOS: COCAR





quarta-feira, 9 de agosto de 2017

DOCUMENTÁRIO NA SALA DO COMPOSITOR JOÃO SILVA SERÁ EXIBIDO NA CELEBRAÇÃO DOS 82 ANOS DO NASCIMENTO DO MESTRE




Dentre inúmeras produções em vídeo com João Silva, o COCAR selecionou o documentário na Sala do Compositor João Silva, do cineasta maranhense Dewis Caldas da Produtora Maranha Filmes. A escolha se deu pelo fato de ser um filme produzido na intimidade do Mestre, em um clima bastante informal, que o deixou bastante à vontade para falar de suas origens e trajetória. Vale lembrar que foi uma das últimas matéria realizadas com o compositor neste formato.

Escolhido o material, o COCAR entrou em contato com o Diretor, que se mostrou bastante receptivo e entusiasmado com a ideia de seu filme ser veiculado em evento na Terra de João Silva. Chegou até a manifestar a vontade de conhecer Arcoverde e mais sobre a sua diversidade cultural.

SINOPSE DO FILME

O filme Na sala do compositor João Silva é uma conversa íntima com um dos maiores compositores brasileiros, festejado em diferentes gerações, tanto pelo público quanto pela crítica. É difícil encontrar alguém que não conheça canções como Pagode Russo, Nem se despediu de mim, Danado de Bom, Pra não Morrer de Tristeza, que são hinos da música nordestina. Em seu apartamento, no Conjunto Pernambucano, no bairro da Boa Viagem, em Recife, João falou sobre o início da carreia, discos, composições e momentos marcantes na vida daquele que é considerado um gênio dos bastidores do mercado fonográfico e um dos mais bem-sucedidos produtores musicais brasileiros de 60 a 80.
As suas mais de duas mil composições gravadas fazem parte de uma enciclopédia musical brasileira construída ao longo de 70 anos de carreira, que teve o rei do baião como maior intérprete (Luiz Gonzaga gravou 88 músicas do compositor). Nascido na cidade de Arcoverde, região da caatinga pernambucana, aos 17 anos decidiu ir tentar a sorte como artista no Rio de Janeiro. Quando voltou, quase cinquenta anos depois, as músicas de João tinham atingidos todas as esferas do forró, do universo do samba, e de outras especialidades rítmicas (e de gênero musical), que ele dominava como poucos.

Direção Dewis Caldas, uma produção Maranhas Filmes

EU E O MESTRE JOÃO SILVA, POR DEWIS CALDAS

Novembro de 2012, Recife - Pernambuco. Já era noite quando liguei para o celular do João Silva. Eu tinha acabado de acompanhar a entrevista do Quinteto Violado nos estúdios da Radio Folha Fm, no programa Forró Iaí, comandada pelo compositor Xico Bezerra. Caí lá de paraquedas a convite do Quinteto para que pudéssemos realizar uma entrevista sobre Gonzagão com os músicos numa das salas da rádio. Após tudo conversei um pouco com a equipe do programa, contei do projeto de um filme sobre o centenário de Luíz, e a programadora me deu o número "novo" de João e me contou da sua volta para o Pernambuco para morar depois de mais de quarenta anos. Segurei a respiração e "oi, desculpe por ligar tão tarde, eu sou um jornalista que mora em Mato Grosso e estou gravando um documentário sobre o Gonzagão, o senhor poderia me dar um depoimento em vídeo?" e joão se vira todo, "mas quem disse que oito horas da noite é tarde, e pode vir sim, amanhã, só se for bem cedo", falou do jeito arretado que lhe é famoso. Mal batia as 7h30 e eu estava numa avenida do bairro da Boa Viagem com ele ao telefone de novo: "ei, não tô achando o ponto que tu está me esperando", já rolava até uma intimidade. cinco minutos depois eu o avistei, sentado todo impaciente numa cadeira da lanchonete de um supermercado. ERA O MITO. Acenei e gritei pelo seu nome. Sentei e expliquei a narrativa de como seria a entrevista, ele gostou. Saquei a câmera e já fui gravando — na rua mesmo – enquanto percorríamos o caminho até o seu apartamento, a poucos metros dali. Durante toda a manhã conversamos não só sobre luiz gonzaga, mas sobre sua infância, obra, composições e da sua relação com a música, quase sempre nos bastidores dos discos, sendo uma dos mais produtivos produtores musicais brasileiros de 60 a 80. As suas mais de 2 mil composições, gravadas por todos os grandes astros da música brasileira que você possa imaginar, fazem parte de uma enciclopédia musical brasileira construída ao longo dos 50 anos de carreira. Mesmo sem me conhecer, João Silva me atendeu muito bem, acho que ele sabia que aquele momento renderia uma história para a vida inteira. ERA O ARTISTA.

SOBRE DEWIS CALDAS

Cineasta Dewis Caldas
Nascido entre o Norte e o Nordeste do Brasil, na ilha de São Luís - Estado do Maranhão, o jornalista Dewis Caldas já dirigiu mais de quarenta documentários dentro e fora do Brasil, tendo a música tradicional e acultura de raíz como tema principal de suas pesquisas. Tal qual seus filmes e inúmeras reportagens, suas foto jornalísticas imagens tem a pretensão de um documento histórico, destacando a música e o cotidiano das cidades como pretexto etnográfico.

FOTOS: Dewis Caldas

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

COCAR REALIZARÁ EVENTO PARA CELEBRAR O ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DO COMPOSITOR ARCOVERDENSE JOÃO SILVA


                
Compositor João Silva
                 No dia 16/08, o arcoverdense João Leocádio da Silva estaria completando 82 anos. João Silva é um dos personagens mais marcantes da música brasileira, com mais de duas mil músicas de sua autoria gravadas por intérpretes de renome, a exemplo de Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Flávio José, Wanderley Cardoso e muitos outros. 

              Porém, o que mais marcou a carreira do artista arcoverdense, foi a sua parceira com o Luiz Gonzaga, que o coloca na condição de compositor mais gravado pelo Rei do Baião. Desse encontro musical surgiram grandes sucessos, tais como Umbuzeiro Velho, Pagode Russo, Deixa a Tanga Voar, Nem se Despediu de Mim e Arcoverde Meu, composição que homenageia a terra natal de João Silva.

                  João Silva, falecido em 2013, morou por mais de quarenta anos no Rio de Janeiro, mas sempre demonstrou uma imensa afeição por Arcoverde e por onde passava registrava a sua condição de homem sertanejo, mencionando a influência dessa origem para sua obra musical.

                    Como forma de reverenciar este grande Mestre e trazê-lo ao conhecimento das novas gerações, o COCAR - Coletivo Cultural de Arcoverde realizará nesta cidade nos dias 15 de 16 de agosto intensa programação envolvendo principalmente estudantes do ensino médio e universitários, além do público que frequenta o CECORA.

                  A programação contempla a exibição de documentário sobre a vida de João Silva, rodas de conversa com o poeta José Maria Marques, parceiro de João Silva e que escreveu a sua biografia, além de exposição de discos e apresentação musical.

                 O evento é uma parceria do COCAR com o Centro Comercial de Arcoverde - CECORA, Escola Carlos Rios, Escola Técnica Estadual, Centro Integrado de Cultura e  Arte - CINA e Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde - AESA.

                  Em breve divulgaremos a programação completa.

foto: internet