segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

CARROÇADA NATALINA ACONTECE PRÓXIMO DIA 17 (SAB) EM ARCOVERDE



A 22ª Carroçada Natalina de Arcoverde será realizada no próximo sábado (17), no Sertão pernambucano. A festa é gratuita e promovida pelo músico Tonino Arcoverde em parceria com amigos. Haverá apresentações de diversas atrações musicais da cena pernambucana, com destaque para o cantor Juvenil Silva, que participa pela primeira vez do evento, além de Maciel Melo, Paulinho Leite, Publios e do próprio Tonino, dentre outros.

O festejo surgiu como uma forma de homenagear a mãe do músico. "Há 22 anos eu estava tocando violão na calçada quando passou uma carroça. Naquele dia, era aniversário da minha mãe. Aí eu pensei 'vamos passear com ela na carroça' e fomos. Desde então decidimos fazer o evento todos os anos", explica Tonino Arcoverde.

A mãe de Tonino morreu há sete anos. "Ainda assim continuamos o evento. 'Dona Pretinha', como ela era chamada, continua conosco", diz o músico. A concentração da Carroçada é na Rua do Urubu, no Centro da cidade, tendo início às 16h.

Em 2015 a Carroçada não se realizou em respeito ao luto de algumas pessoas que residem na Rua do Urubu. Os organizadores prometem que este ano a festa retoma com toda a força para que não se perca esta destacada tradição do ciclo natalino arcoverdense.

A programação completa da festa, que conta com o apoio do COCAR, encontra-se no folder acima.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Literatura no Sertão: a poética do colonialismo e do culto à personalidade

 Josessandro Andrade (*)



O colonialismo foi implantado no Brasil em 1500, com a chegada da esquadra de Cabral, que para promover a extração das riquezas naturais, explorava a boa fé dos índios nativos, que deslumbrados com as novidades que eram os homens brancos portugueses, na sua inocência chegavam a trocar pedras preciosas por espelhos. Desta forma o homem indígena valorizava o que vinha de fora, desprezando o que tinha de mais valioso, de mais genuíno e que era seu.

Dentro do pacto colonial firmado entre a coroa portuguesa e a igreja católica ficara acordado que ao império português cabia desenvolver a exploração de mão-de-obra escrava dos índios para extração de produtos naturais, contando com a colaboração do clero católico no sentido de domesticar os nativos , que em troca teria a oportunidade de conquistar entre os índios, novos seguidores para sua religião. Uma mão lavando a outra.

Os indígenas foram perdendo a sua identidade cultural, na medida em que a Companhia de Jesus,que chegara ao Brasil , iniciara um processo de cooptação dos índios, utilizando a literatura como instrumento de catequese. Os Padres Jesuítas estudaram a língua Guarani e organizaram uma gramática desse idioma. Passaram a encenar peças teatrais sacras e a recitarem poemas religiosos para os nativos, a princípio na língua dos índios para comunicarem melhor. Quando perceberam que seus textos já estabelecem uma dominação ideológica sobre o pensamento dos tupi-guaranis, posteriormente, os textos passam a ser falados em língua portuguesa.

Nunca a força literária da palavra fora tão evidente num processo de Colonização cultural como este. Não é toa que numa peça teatral de José de Anchieta , tudo relacionado ao diabo pertence ao índio e tudo aquilo que se refere aos anjos está ligado ao português. Os índios desta forma vão perdendo sua língua, sua religião e vão perdendo toda uma cultura, seus cantos, versos, pinturas e danças, aderindo a cultura do branco, o que vai ser decisivo no seu processo de aniquilamento cultural e no seu extermínio como povo, que vem tendo efeitos até hoje.

Dos milhões que haviam no Brasil no período quinhentista restam poucos milhares nos dias atuais. Obviamente que nenhum povo, cultura ou literatura esta livre de influências externas. Elas são inclusive benéficas, desde que não sejam impostas ou esmaguem a cultura da terra. Na antropofagia de Oswald de Andrade, o Movimento Modernista argumenta que deve-se digerir aquilo vier de fora e servir como elemento de influência, para alimentar a sua obra. Ele defendia aquilo que chamou de “devoração cultural das técnicas importadas para reelaborá-las com autonomia, convertendo-as em produto de exportação".

O escritor e teórico modernista dá assim um teor metafórico a palavra “Antropofagia”, encarada por ele como a deglutição do outro externo, como a influência dos Estados Unidos e da Europa, bem como a do outro interno, como a influência dos índios nativos e dos negros africanos, ambos incorporados a paisagem social brasileira. E construir assim uma estética top de linha, tipo exportação.

Por outro lado, é inegável aquilo que Bakthin observa no seu dialogismo, ou seja a polifonia dos textos, onde uns e outros dialogam e se influenciam. Inicialmente podemos concluir que a literatura tem esta possibilidade de reafirmar ou não a identidade de um povo ou então de estabelecer o domínio de uma nação ou de uma região sobre a outra. Nunca é demais lembrar a afirmação critica de Bakthin, de que “Lingua é poder”. O poder de dominar ou a aceitação de um poder para ser dominado.

Quem se organiza culturalmente e desenvolve uma articulação literária será capaz de se impor e construir um projeto poético ou prosador próprio, suficiente para defender a sobrevivência e o fortalecimento de sua identidade cultural. Para o estudioso Antônio Cândido, as condições necessárias para que se tenha uma literatura de um povo, de uma região ou de uma sociedade são a existência de escritores escrevendo e publicando, uma crítica especializada que estude e discuta esta produção e um público leitor que consuma as obras. Estabelecendo-se desta forma, um povo adquire sua autonomia cultural e personalidade artística.

Há uma relação muito próxima entre colonização e dominação e por consequência, o culto à personalidade do colonizador, do dominador. Culto a personalidade este exercido pelo colonizado, pelo dominado.O culto a personalidade é uma ação que visa exaltar de forma exagerada as virtudes de algo ou de alguém, divulgando–as de forma exageradamente positivista. Assemelha-se à apoteose, que consiste em elevar alguém a condição de Deus, de divindade. Esta estratégia é utilizada em muitas ditaduras, mas também em alguns regimes da democracia.

O culto a personalidade retira do cidadão a sua condição de sujeito pensante e reflexivo, uma vez que coloca-o cultuado acima de tudo e de todos os demais mortais, como ser inquestionável, o que contribui para instalação da burrice. Na literatura, o culto a personalidade se faz presente nas academias, nas associações, na imprensa, nas universidades e no meio literário, através das igrejinhas que se criam privilegiando uma meia dúzia de escritores e críticos.

Os exaltados são sempre os mesmos, ícones que são sacralizados e considerados perfeitos. Temos observado em nossa região sertaneja elementos que nos levam a identificar características de colonialismo literário e do que chamamos de poética do culto à personalidade. Para esta mentalidade e esta prática, a poesia é um privilégio de determinadas terras , clãs e regiões, de determinados ícones, como se a prática do verso e da prosa fosse verdadeira capitania hereditária. Embora saibamos que algumas regiões possam ter uma tendência maior que outras à prática da literatura poética ou prosadora, isso não quer dizer que as outras não possam ter sua produção.

Embora compreendemos que a literatura e sua elaboração também atende a tendências genéticas, acreditamos que, aliado a tudo isto e talvez, o fundamental é o incentivo, o ambiente e um esforço, fruto de um interesse coletivo e pessoal, pois literatura não é só inspiração, mas sobretudo lapidação, trabalho e depuração do texto, escrevendo, refazendo, relendo várias vezes até esgotar a possibilidade de reescrita, e ao longo do tempo melhorando cada vez mais a capacidade de produzir.

Obviamente associado a desenvolvimento de uma boa leitura. A expedição de outro modernista, Mário de Andrade, que esteve no Sertão do Moxotó por volta de 1917, já catalogava aqui sons e cantos genuínos dessa região, como o aboio e o samba de coco. A cidade de Arcoverde foi palco desse registro. De lá prá cá , Arcoverde com o seu samba de coco e sua música vem somando este cabedal aos talentos literários típicos da pluralidade característica do Moxotó como Micheliny Veruscki, Carlos Alberto Cavalcanti, Eraldo Galindo, além dos poetas frequentadores da Bodega da poesia, reduto da poética popular do bairro do São Cristovão, como Irason Bezerra , Rômulo Campos, Leandro Vaz, Micheline e Túlio Araujo, (sem esquecer do Grande Bardo Givaldo Rodrigues),no sentido de oportunizar espaços de expressão estética aos habitantes desta microrregião.

Vale salientar que temos em outra cidade do Sertão do Moxotó, Sertânia, uma forte produção literária e poética, o que leva alguns a classificá-la como berço de escritores, "Cidade de Poetas". Observe ainda que usamos a preposição “de” e não “dos”, pois entende-se aqui que prática poético-literária não é uma exclusividade ou monopólio de quem quer que seja. Por onde passamos, ministrando a oficina “Viagem a uma Cidade de Poetas”, (inclusive recentemente na UEPB - Universidade Estadual da Paraíba),temos dito que toda cidade pode ser “uma Cidade de Poetas”, pois não existe “a Cidade dos Poetas”.

Isto quer dizer que desde que surgiu no mundo grego, a poesia espalhou-se pelo mundo e não é propriedade exclusiva de nenhum povo ou nação. Que cada ser humano pode ser um poeta, que poeta não é apenas quem escreve, mas também que tem sensibilidade para compreender, sentir e admirar a poesia. Pedimos aqui licença ao poeta Pedro Américo para dizer que Sertânia é uma “República de Poesia”, onde convivem todas as formas de produção poética, já que todas elas são válidas e encantadoras, desde a toada boca de grota, a literatura de cordel, aos sonetos , trovas e versos livres.

Nossa matriz literária é abrangente e múltipla , uma fertilidade que acolhe e dá aconchego as mais diversas linguagens. Desta maneira, nossa concepção de poesia é generosa, a achamos tão necessária como uma demanda básica. Ela é uma ferramenta importante no processo de construção da felicidade humana. A Poesia é como uma orquestra sinfônica que deslumbra. Quantas depressões, quantos cânceres, quantos AVC’s podem ser evitados com a magia terapêutica da poesia... Isto pode ser testemunhado pelo o que observou Antonio Andrade Leal (Professor Universitário, pesquisador- Vitória da Conquista-BA): “No Sertão do Moxotó avistei uma cidade, suas ruas, suas praça exalavam poesia. Nas minhas batidas de pernas pelo mundo afora, Sertânia me impressionou pela sua representatividade em se falando de cultura popular. Pequena em território mas grande em poesia, viva Sertânia!! ”.

Por tudo isto não podemos aceitar que queiram nos colocar como satélites poéticos de outras cidades ou regiões. Esta subserviência literária que nos coloca como plateia e não como protagonistas poético-literários só serve a interesses pessoais de grupos, que por intermédio da postura colonializada e do culto à personalidade de outras regiões, tentam através da imitação dos ícones e fórmulas alheias, pegar um atalho na história dos outros, sem ter um projeto literário próprio.

Com sabemos a cópia pouco valor tem, mas apenas o que é original , diferente e raro. O culto a personalidade de outras paragens revela falta de identidade cultural, a busca desenfreada pelo sucesso, suplicando a aceitação dos cultuados para obter um aval num supostamente seleto clube do amém. Pela ótica decorrente disso ai, por exemplo, o conceito de “fenômeno” não pode estar associado a preferência geográfica. Se um poeta é de casa, por mais brilhante que seja não pode ser considerado fenômeno... Mas, Se um que habitar no planeta sideral da poesia, há de ser classificado como “fenomenal”... Esta falta de critérios e de coerência no julgamentos de valor é típica do colonialismo literário e do culto a personalidade, que não obedece a padrões justos, fixos e imparciais, mas a preferências e ligações pessoais dos esquemas frutos do colonialismo e do culto a personalidade.

Para tanto, precisamos fazer aquilo que já nos foi apontado: a luta e defesa dos nossos poetas e escritores. Uma terra que tem Mestres da poesia como Ulysses Lins,”O Trovador do Moxotó”, Waldemar Cordeiro “O Gênio do Lirismo”, Alcides Lopes de Siqueira, “O Menestrel do Sertão", bem como poetas do calibre de Corsino de Brito, Mozart Lopes de Siqueira, Hamilton Rodrigues, Marcos Cordeiro, José Carneiro, Adilson Freire, Carlos Celso, Ésio Rafael, Anacleto Carvalho, Alberto Oliveira, Antônio Belo, Padre Airton Freire, Luiz Carlos Monteiro, Wilson Freire, Jairo Araújo, Walmar, Josimar Matos, Zito Jr, Flávio Magalhães, Genival Pereira(Gato Novo), Luiz Freire, Inácio Siqueira, Luiz Wilson, Antônio Amaral, Duval Brito, Lailton Araujo, André Pinheiro, Kalu Vital, Adilson Medeiros,Liu Pinheiro, Rosa Ignez, Theresinha Lins, Ada Siqueira, Elisa Freire, Maria do Carmo Sampaio, Eliane Freire, Suzana Vasconcelos, Vanuza Silva, Adriana Neves, Bruna Ranyere, Ismênia Thereza, e tantos outros mais não precisa cultuar quem já tem seu próprio e justo prestigio.

Por mais respeito e admiração que possamos ter por poetas de outras cidades não podemos jamais substituir os nossos, que não ficam a dever a nenhuma cidade, posto que já representam a característica, a história e o jeito de ser de um povo. Os nossos vates não são melhores nem piores do que os outros. São diferentes e únicos e como tais devem ser valorizados porque são maravilhosos e porque constituem nossa identidade. E também porque já desfrutam do reconhecimento lá fora, faltando aqui o devido registro de seu potencial.

A não ser que queiramos assinar atestado de “colonizados”, promovendo culto à personalidade de outros lugares, permanecendo na zona de conforto do fácil, do que já é aceito, do que é estabelecido, imitando e copiando, exaltando e cultuando quem já tem o seu sucesso e não necessita mais deste culto à personalidade.Isso não quer dizer de maneira nenhuma que teremos uma postura de xenofobia, de nos fecharmos ao que nos vem de fora, mas de valorizar, de reforçar o nosso, para que possamos dialogar em pé de igualdade com as influências externas que nos agradem.

Neste sentido, convém lutar para que esta valorização não se restrinja ao meio literário. Ela deve ser levada às escolas, à imprensa, à sociedade como um todo. Deve ser apoiada pelo poder público e pelo setor privado, criando uma identidade da cidade intimamente ligada a isso. Envolver toda a cidade, inclusive a zona rural e a periferia. O Moxotó, como Sertão de mil veredas terá assim uma ação pioneira e de vanguarda , que o colocará como Nação altiva, autônoma e sábia. Pressupostos para seu desenvolvimento como sociedade civilizada e sensível.

(*) Josessandro Andrade é professor licenciado em Letras, com pós-graduação em Língua Portuguesa,. Desenvolve ainda atividades de Poeta, Compositor , Autor Teatral e Cordelista. Vencedor do Prêmio Nacional Viva a Leitura, do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura.

foto: Sertânia Vip

domingo, 6 de novembro de 2016

ARCOVERDE RECEBE ENCONTRO DE BOIS E URSOS





A Liga Cultural de Bois e Similares de Arcoverde realizará nesta cidade no dia 20 de novembro o II ENCONTRO DE BOIS E URSOS DE ARCOVERDE. O evento ocorrerá a partir das 15 h na Estação da Cultura (Antiga Estação Ferroviária) e já tem confirmadas apresentações de cerca de trinta agremiações, a maioria de Arcoverde.

Este ano o Encontro fará homenagem a João Gomes da Silva, popularmente conhecido como João Maná, que é considerado como um dos grandes artistas populares de Arcoverde no segmento dos ursos de carnaval.

Segundo os organizadores, a abertura do evento será feita pelo Boi Fantástico (Arcoverde), que vai apresentar uma performance com a música "É festa de Boi", composição de Neydson Lira. Em seguida, os diretores da Liga farão suas considerações e darão início aos desfiles dos Bois e Ursos.

O COCAR tem um carinho especial pelo evento, posto que foi este Coletivo que deu início a realização dos saudosos Encontros de Bois, que, no formato de cortejo pelas ruas da cidade, foi realizado no período de 2009 a 2013, quando a Liga Cultural, já dispondo de estrutura suficiente, assumiu a organização dos Encontros.

A festa popular, que conta com apoio da Prefeitura Municipal, do SESC Arcoverde e da Estação da Cultura, é inteiramente gratuita, todavia, os organizadores pedem que o público leve um kg de alimento não perecível, para distribuição em comunidades carentes de Arcoverde.

foto: Acervo do COCAR



sábado, 5 de novembro de 2016

7.ª MARCHA ZUMBI DOS PALMARES OCORRERÁ DIA 19 EM ARCOVERDE




Com o enfoque na luta contra a discriminação racial e contra a intolerância religiosa, a 7.ª Marcha Zumbi dos Palmares, ocorrerá em Arcoverde/PE no próximo dia 19, dentro da programação da Semana da Consciência Negra. O evento apresenta como tema "As Lutas de Dandara e Zumbi pela Igualdade", a qual toma como referência esses dois personagens históricos para dar relevo à resistência dos negros escravizados no Brasil, além de enfatizar a importância da participação feminina neste processo.

Zumbi foi o líder que lutou contra a escravidão e por uma sociedade mais justa no Quilombo dos Palmares, de onde comandou a resistência durante 15 anos, a partir de uma comunidade formada por negros que fugiam do cativeiro. Dandara foi esposa de Zumbi e lutou ao seu lado para defender o maior quilombo das Américas. Teve presença marcante naquele período da luta contra a escravidão, pois além dos serviços domésticos, plantava, trabalhava na produção da farinha de mandioca, caçava e lutava capoeira, além de empunhar armas e liderar as falanges femininas do exército negro palmarino.

A Marcha Zumbi dos Palmares foi idealizada pelo ativista do Movimento Negro Luiz Eloy de Andrade, o Luisão, falecido em outubro de 2015, e hoje é articulada pela Associação Urucungo/Ponte de Cultura Orquestra Sertão, tendo como principal objetivo a desconstrução do racismo, mediante o desenvolvimento de ações transformadoras que venham a melhorar a auto estima do povo afrodescendente, incentivando a cultura do respeito como prática essencial para mudar a consciência da sociedade.

Nesta 7.ª edição, a Marcha Zumbi dos Palmares está inserida na programação do Projeto "Outras Palavras" realizado pelo Governo do Estado. O evento se constitui em um cortejo que este ano será integrado, dentre outros, pelos Grupos: Afoxé Tambores de Oxalá, Sertão Maracatu, Boi Diamante e Maracatu Raízes do Sertão. Também comparecerão grupos de capoeiristas, de samba de coco, além do Povo de Santo da cidade de Arcoverde.

Para Lula Moreira, membro da comissão organizadora, "A Marcha é uma atividade que reúne órgãos públicos e instituições da sociedade civil em defesa dos direitos da população negra e das minorias étnicas, no intuito de reduzir as vulnerabilidades sociais que são, em grande parte, decorrentes da discriminação racial e da intolerância religiosa."

O COCAR é um dos apoiadores da Marcha Zumbi dos Palmares.

Mais informações sobre o evento poderão ser obtidas com Lula Moreira pelo fone (87) 99613-5580.

Fonte: Lula Moreira (Facebook)

domingo, 30 de outubro de 2016

FEIRA LITERÁRIA DO SERTÃO FELIS É SUCESSO


Poeta Antônio Francisco na FELIS, sendo acompanhado pelo Mestre Chico Pedrosa
A Feira Literária do Sertão - FELIS, realizada em Arcoverde na tarde-noite do dia 29 de outubro de 2016, superou todas as expectativas dos realizadores quanto à presença de artistas e comparecimento do público.

Os espaços da Praça Winston Siqueira foram ocupados por empresas do ramo literário, por artesãos e por cordelistas, que trouxeram os seus trabalhos para serem conhecidos pelo público arcoverdense e comercializados.

Destaque especial para a exposição da poetisa e artista plástica Edilza Vasconcelos que trouxe a sua "Artes Sertão em Preto e Branco", com quadros de pinturas e artesanato com a temática sertaneja. Outro ponto alto da Feira foi a exposição "PASSOSPOÉTICOS", retratando a vida e obra do premiado escritor Carlos Alberto Cavalcanti, a qual foi montada pela equipe do Sesc Arcoverde, mostra que já circulou por vários espaços da cidade.

Lançamentos de livros e de CD , teatro de rua, exposição de vinis  e sarau póetico musical compuseram a programação da FELIS, que teve início às 15h e seguiu até às 23h numa celebração à cultura regional, com um público de cerca de 500 pessoas passando pelas exposições e acompanhando a programação de palco.

Foram lançados os livros Espelhos e Janelas (Edimilton Torres), Pernambuco das Pontes às Cancelas (Genival Poeta), Alma Impressa (Vinícius Gregório). Também passaram pelo evento autografando as suas obras os escritores Padre Brás, Ciro Filó e Zé Adalberto.

Dentre os cordelistas, destaque especial para os Mestres Chico Pedrosa (Tuparetama) e Antônio Francisco (Mossoró) que, como de costume, arrancaram calorosos aplausos da atenta plateia.

Na parte musical, estiveram na FELIS a cantora Sevy Nascimento (lançado o CD Tríade), Kleber Araújo, Geraldo Santos, Allan Sales, Leandro Vaz, Rafael Moura, Wilson China e, para fechar o evento, o festejado Coco Raízes de Arcoverde.

O COCAR, entidade realizadora do evento que celebrou sete anos de atuação, agradece de coração aos apoiadores e parceiros, aos artistas e ao público que ajudaram a construir este evento que, sem dúvida, constituiu-se em momento ímpar de louvação ao nosso maior patrimônio: a cultura de Arcoverde  e Região. Pelo sucesso obtido, certamente o evento será reeditado em 2017.

Segue a lista das empresas e entidades parceiras: Prefeitura Municipal de Arcoverde, Livraria Lira Cultural, SESC Arcoverde, SAPECAS, SOPOESP, Casa do Artesão de Arcoverde, Editora Coqueiro, Hotel Monteirão, Hotel Cruzeiro, Rádio Itapuama, Restaurante Nossa Senhora do Carmo, Restaurante Maria Gulosa, Teatro de Retalhos, TV LW, Max Service, Clube do Vinil e CINA.

foto: acervo do COCAR

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

FELIS RECEBE COMITIVA DE POESTAS DE SERTÂNIA


 
SAPECAS na FELIS-Feira Literária do Sertão
 A SAPECAS- Sociedade dos Poetas, Escritores, Compositores e Artistas de Sertânia foi criada em 8 de fevereiro de 2008, com o objetivo de congregar os que escrevem e poder melhor divulgar a produção da cultura literária e musical sertaniense. Ao Longo do tempo, a SAPECAS Tem realizado projetos, eventos e ações inúmeras com o objetivo de resgatar as nossas raízes poético-literárias e difundi-las para as novas gerações, bem como de revelar novos talentos para as nossas letras.

De lá pra cá tem acumulado uma série de atividades, levando a poesia aos bairros, aos sítios, as escolas, ao Rádio e a internet, publicando livros, CDs, DVDs, promovendo intercâmbio com outras cidades e sobretudo incentivando as pessoas a lerem e a escreverem, se divertirem através da escrita e da leitura, fazendo delas instrumentos de transformação social.

Também tem contribuindo para levar a Poesia sertaniense a outras cidades, divulgando o nome da literatura e da arte de nossa terra em outras paragens,colaborando para uma imagem positiva de nossa terra. A nível de divulgação a SAPECAS acumula participações em programas de rádio, publicações em jornais e Tv a cerca de suas iniciativas e a manifestações em favor da literatura e da música de Sertânia e do Moxotó.

É sediada na Casa dos Poetas, Espaço cultural que possui acervos e serve de ponto para reuniões, recitais e pequenos shows, Uma forte característica da SAPECAS é a busca pela consciência de identidade cultural, poética e literária de Sertânia e do Sertão do Moxotó, objetivando a autonomia artística desta terra e desta micorregião, preservando-lhe a altivez e originalidade, para que os nossos poetas, escritores e artistas orgulhem-se de suas origens e raízes, valorizando sua essência, sem render-se a o culto à personalidade de outros lugares e ícones, nem jamais apelando para imitação destes ou de quem quer que seja.

Baseando- se nos ensinamentos e apoio de Mestres como Antônio Amaral e Cieudes Bilina, a SAPECAS reafirma a fibra da alma Moxotesca.

COMITIVA DA SAPECAS - Escritores

“Com Cheiro de Mar e Quixabeira”, livro de estreia de Josessandro Andrade, que mescla versos livres de arquitetura moderna com poemas de pura artesania de características regionais e populares.

A Descoberta

Amores que sobrevivem escondidos
Como secreto perfume das flores
Por mais perigosos e proibidos
São os melhores de todos os amores.

Carlos Enrique Sierra é um poeta Colombiano, residente em Sertânia, onde vem participando das atividades literárias da cidade do estado, e também das ações da SAPECAS, da qual está fazendo parte. Poeta de projeção internacional, recentemente publicou a sua Antologia Poética, seu mais novo livro, que reúne edição bilíngue (Espanhol e Português), poemas de Seus três livros anteriores, onde podemos encontrar poemas de sua lírica moderna como o que segue:

Petición

También el espejo dirá lo suyo sobre mí
Me verá hará el juicio y será drástico en su amnesia
Trocará mi imagen por outra
Lo hará reir em frente a mí

“Versejando o cotidiano” é um trabalho que vem com a poesia do gari Gabriel Oscar, ex cantor da Orquestra Marajoara, em versos livres de puro lirismo reflexivo. No seu ofício, Gabriel tem se revelado um hábil burilador textual, explorando no terreno poético elementos da tradição como a rima e o ritmo, mesclados ao despojamento e a ironia irreverente, conquista do verso livre, numa dicção própria de quem tem estilo pessoal.

A Internet Original

Não temo despacho na esquina
Alma penada maligna
Passar por debaixo de escada
Balde cair da sacada
Gato preto em minha frente
Diabo de chifre e tridente
Tudo isto é irreal
O que temo é a mentira
Gente que o valor de outra tira
Sendo invejosa e incapaz
Os que criticam até sua roupa
O fuxico o boca a boca
A internet original

LITERATURA DE CORDEL DA RESISTÊNCIA

Bastante conhecidos do povo, ora pela temática humoristica , ora pelo sentimento, ou assunto de natureza , a literatura de cordel de Gato Novo o fez ser procurado por alemães, que fizeram o filme “Poetas dos Povo”, onde Genival Pereira foi uma das estrelas junto com o poeta popular Chico Pedrosa.

Sua escrita imprime a digital da região sertaneja, revelando a alma do povo em sua fauna, sua flora, clima e costumes populares:

O Sertão é terra boa
Deus fez bonito e bem feito
Para ficar mais perfeito
Botou mis de uma lagoa
Deu a ele uma coroa
De xiquexique e facheiro
Alastrado e juazeiro
Mandacaru e pinhão
Quando Deus fez o sertão
Entregou tudo ao vaqueiro

Deus fez meu Sertão amado
Tão cheio de boniteza
Pra completar a beleza
Colocou mulher e gado
Pra ficar mais enfeitado
Lhe vestiu com marmeleiro
Com catingueiro e pereiro
Jurema angico e chorão
Quando Deus fez o sertão
Entregou tudo ao vaqueiro

O sertão é muito lindo
A gente ver todo a hora
Gado pastando na flora
Ver porteira se abrindo
Formiga entrando e saindo
Na boca do formigueiro
Tem cada exu verdadeiro
Redondo como um bujão
Quando Deus fez o sertão
Entregou tudo ao vaqueiro

O Trabalho de Genival Pereira (Gato Novo) é apresentado pelo poeta cordelista e declamador Wilton Augusto, que também recita produções de sua autoria em cordel.

CANTORIA DE VIOLA MOXOTESCA

Asa Branca do Ceará é cantador de viola e cordelista. Começou sua carreira cantando repentes ao lado de Pinto do Monteiro. São mais de sessenta anos de cantoria e mais de cem folhetos de cordel publicados. Participou de projetos do SESC em Campinas-SP, ministrando palestras, oficinas e aulas poéticas, além de documentários, DVDS E CDS dos mais diversos cineastas, pesquisadores e repentistas.

Atualmente coordena o Projeto Noite da Viola, cantoria–de–pé–de–parede, realizada uma vez por mês, na Casa dos Poetas, em Sertânia.

POESIA POPULAR SERTANEJA

Rômulo Campos, além de professor e advogado, é Poeta popular, que apresenta seus trabalhos de intensa musicalidade e apuro verbal, dando vazão a sua veia poética regional –sertaneja. Ele também declama os grandes Mestres da Poesia Popular, como Chico Pedrosa e Pinto do Monteiro.

Também acompanha a COMITIVA DA SAPECAS :

Tenda CANTO DA POESIA

Espaço onde são expostos material sobre o FLIS –Festival Literário do Sertão, Jornal de Poesia Cabeça de Rato e acervo da Casa dos Poetas de Sertânia.

Portal CASA DOS POETAS

O Site da Poesia de Sertânia e da Literatura do Sertão do Moxotó. Um vasto documentário sobre as gerações sertanienses dos poetas de livro, da Toada Boca de Grota, da Literatura de Cordel da Resistência e cantoria de viola moxotesca. Noções básicas de poesia. Registros de eventos como a Missa dos Poetas, Recitânia, Caminhada Poética, Festival Literário do Sertão (FLIS) com conteúdos escritos, em aúdio e em vídeo, além de fotos. O portal se faz presente com banner promocional, cobertura e registro do evento.

Editora MOXOTÓ PRODUÇÕES

Foi criada para publicar , divulgar e distribuir os livros dos escritores sertanejos do Moxotó, especialmente de Sertânia. Livros, folhetos de cordéis, CDs de poesia e dvds. Já tem vários títulos editados, que são expostos no evento.

Livraria CABRAS DO MOXOTÓ

Comercializa livros, cds , postais, cordéis, dvds , camisas e artesanato de Sertânia e do Sertão do Moxoto. Ela estará presente ao evento.

Fonte: Texto de Josessandro Andrade

sábado, 22 de outubro de 2016

COCAR COMEMORA 7 ANOS COM FEIRA LITERÁRIA DO SERTÃO - FELIS



Para comemorar os seus 7 anos de atuação ininterrupta, o Coletivo Cultural de Arcoverde - COCAR realizará no sábado (29/10) a Feira Literária do Sertão - FELIS. O evento é público e ocorrerá na Praça Winston Siqueira (antiga Virgínia Guerra), tendo início a partir das 15h e término previsto para as 22h.

A abertura será com o Clube do Vinil (Arcoverde), coordenado por Irason Bezerra, que mostrará parte de seu grande acervo de "bolaçhões". O público poderá também trazer seus discos para serem tocados ali na Praça.

Logo em seguida, haverá um momento de declamação infantil, com crianças de Pesqueira e Arcoverde, sob a coordenação do Poeta Diosman Avelino, que apresentará seus filhos, Pedro Henrique e Moisés, além das outras crianças e adolescentes.

Depois entra em cena o teatro de rua com a apresentação do renomado grupo arcoverdense Teatro de Retalhos, com  o espetáculo Revolta no País dos Retalhos.

Na sequência haverá o lançamento do Livro Espelhos e Janelas do Poeta Pesqueirense Edimilton Torres, que declamará alguns dos versos contidos em sua obra.

Vinícius Gregório, vem de São José do Egito para lançar o seu livro de poesias "Alma Impressa", o qual já foi lançado em Recife e em sua terra natal. O Poeta também nos brindará com suas belas declamações.

Mais um livro a ser lançado na FELIS é de outro escritor de Pesqueira. Genival Poeta traz o seu "Pernambuco das Pontes às Cancelas", obra escrita em verso que retrata aspectos da História Pernambucana, da Capital ao Sertão.

A parte musical terá como maior atração a cantora Sevy Nascimento, lançando o CD Tríade, onde a artista junta os ritmos de forró, xote, maracatu, afoxé, ciranda, samba, balada, valsa e um leve toque de Funk. O trabalho tem participações especiais, do Beto Hortis, Luizinho de Serra, Santanna O Cantador, Greg Marinho, Bia Marinho, Isaac Sete Cordas, Samuel Samucka, Meriele, Fofão.

Depois de Sevy, sobem ao palco os arcoverdenses Kleber Araújo e Leandro Vaz, para cantarem canções autorais e clássicos do cancioneiro nordestino.

Com a apresentação dos cordelistas de Mossoró (RN) Antônio Francisco e José Ribamar, terá início o sarau poético musical comandado pelo poeta arcoverdense Aldo Almeida (Contadores de História), que conduzirá ao palco cerca de quarenta poetas, declamadores, músicos e cantores das cidades de Arcoverde, Pedra, Buíque, Pequeira, Sanharó, Belo Jardim, Sertânia, Tabira, São José do Egito, Tuparetama, Alagoinhas, Mimoso, Lajedo, além de artistas do Recife.

A FELIS terá três exposições de artes visuais com a artista plástica Edilza Vasconcelos (Ser Tão em Preto e Branco), com Diosman Avelino, apresentando suas esculturas de material reciclado, e ainda com o Mestre Assis Calixto (Coco Raízes de Arcoverde), trazendo esculturas em madeira.

A venda de livros e folhetos de cordel ficará a cargo da Livraria Lira Cultural, do Poeta Felipe Júnior (articulador do Movimento Por Mais Cultura), da Livraria Cabras do Moxotó, da Editora Moxotó Produções e da Editora Coqueiro, além de diversos cordelistas que estarão apresentando os seus trabalhos individualmente.

Haverá ainda mostra de artesanato patrocinada pela Casa do Artesão de Arcoverde, que trará peças de artistas locais, integrantes da associação.

Duas entidades que atuam na área da literatura já confirmaram presença na FELIS, são a Sociedade dos Poetas e Escritores de Pesqueira - SOPOESP  e a SAPECAS - Sociedade dos Poetas, Escritores e Compositores de Sertânia. Essas associações trarão integrantes para participar do momento de declamação, bem como para exporem as suas obras.

O SESC Arcoverde trará para a Feira a  Exposição Itinerante "PASSOSPOÉTICOS"- Itinerário da vida e obra de Carlos Alberto Cavalcanti, que faz um passeio pela obra de um dos poetas com maior visibilidade atualmente em Arcoverde. Essa exposição já circulou no primeiro semestre de 2016 por quatro instituições de ensino: AESA-CESA, Escola Industrial de Arcoverde, EREM-Carlos Rios e EREMA. 

A Feira Literária do Sertão, que conta com apoio da Prefeitura Municipal, além de significar uma celebração da cultura de Arcoverde e Região, será uma excelente oportunidade para a troca saberes entre artistas e entre estes e o público presente.

SEVY NASCIMENTO LANÇARÁ CD "TRÍADE" EM FEIRA LITERÁRIA NA CIDADE DE ARCOVERDE



A cantora e poeta Sevy Nascimento


A cantora e poeta Sevy Nascimento lançou ontem (21/10) no Teatro Boa Vista no Recife o CD "Tríade". Acompanhada de um excelente grupo, formado pelos violonistas Isaac Sete Cordas e Silvio Romero e das percussões e efeitos de Marquinhos Lima, Cesinha e Fabio Lima, a artista fez belíssimo show, mais uma vez mostrando por que é considerada uma das melhores cantoras da cena pernambucana.

Sevy iniciará a divulgação do seu mais novo trabalho fora do Recife por Arcoverde, aonde levará uma amostra do seu repertório para apresentação na Feira de Literatura do Sertão - FELIS, que ocorre no próximo sábado (29/10), a partir das 15h na Praça Winston Siqueira (antiga Virgínia Guerra).

No CD Tríade, a cantora mistura os ritmos de forró, xote, maracatu, afoxé, ciranda, samba, balada, valsa, e um toque de funk. O trabalho conta com participações especiais de Beto Hortis, Luizinho de Serra, Santanna O Cantador, Greg Marinho, Bia Marinho, Isaac Sete Cordas, Samuel Samucka, Meriele e Fofão.

Na apresentação na FELIS, Sevy será acompanhada pelos músicos arcoverdenses Sérgio Coringa (Sanfona), Leandro Vaz (violão e viola) e Jadson André (Percussão).

A escolha dessa artista para apresentação na Feira Literária não ocorreu por acaso. Sevy Nascimento, que é natural do Cabo de Santo Agostinho, tem forte identidade com o Sertão, onde residiu por anos na cidade de Tabira, além de também ser escritora, tendo lançado em 2013 o livro de poesias "Amanhecer". 

A Feira Literária do Sertão - FELIS é uma realização do COCAR -  Coletivo Cultural de Arcoverde.

Não Percam!!!

FOTO: acervo da artista

terça-feira, 11 de outubro de 2016

POETA VINÍCIUS GREGÓRIO LANÇA LIVRO EM ARCOVERDE NA FELIS


Será na Feira Literária do Sertão - FELIS, realizada em comemoração aos sete anos de atuação do COCAR, que o Poeta Vinícius Gregório virá a Arcoverde lançar o seu livro Alma Impressa. O evento ocorrerá no dia 29/10 (sábado) na Praça Winston Siqueira (antiga Virgínia Guerra) e terá início a partir das 15h.


“Alma Impressa” é o segundo livro de poesias do poeta Vinícius Gregório, que também tem um CD de declamações publicado, intitulado “Minha Droga é a Poesia”. O primeiro livro, “Hereditariedade”, foi publicado em 2007.

Vinícius é natural de São José do Egito – PE, cidade conhecida como a “Terra da Poesia”. É formado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco e exerce, atualmente, o cargo de Oficial de Justiça na Justiça Federal. Morou em Recife por 13 anos, onde começou a escrever seus primeiros versos. 

Começou a admirar poesia desde muito cedo através do seu pai, o comerciante Agostinho Lourenço, que sempre declamava para Vinícius poesias dos grandes mestres do Pajeú.

Dentre as suas apresentações mais importantes destacam-se as aparições nos programas “Causos e Cantos” da rede Globo Nordeste nos anos de 2014 e 2015. 

Em “Alma Impressa”, publicado nove anos depois do primeiro livro, Vinícius contempla aquelas que ele considera as principais poesias escritas por ele ao longo desse tempo. Trata-se de um livro dividido em 9 capítulos que abrangem os mais diversos estilos poéticos e temas, que vão dos poemas matutos aos líricos. 

O prefaciador do livro é o poeta e professor universitário Genildo Santana, da cidade de Tabira, mas ainda integram o livro as apresentações, em poesia, dos poetas: Dedé Monteiro, Zé Adalberto, Lenelson Piancó, Lucas Rafael, Gislândio Araújo, Aluísio Lopes e Ayrton Queiróz. Além das orelhas escritas pelos poetas: Jessé Costa e Thyelle Dias.

O Livro conta com uma pintura em aquarela, na capa, feita pela artista plástica Jade Carneiro, da cidade de Campina Grande-PB. Foi impresso pela CEPE (Companhia Editora de Pernambuco) e o projeto gráfico elaborado pela Via Design.

Dentre as poesias do livro, destaca-se o soneto impresso na capa de trás, intitulado de Pedaços:

Cada verso que escrevo é um pedaço
De mim mesmo, que arranco pra doar.
Se não sinto o que faço, é porque faço
Pra quem sente e não sabe se expressar.

De pedaço em pedaço, eu satisfaço
Muitas almas que buscam completar
O local onde a dor deixou espaço
Com poesia, remédio secular...

Mas, às vezes, eu sinto a minha alma
Sem pedaços pra dar e até sem calma,
Por sentir-se vazia e incompleta.

E então vejo o valor da minha arte,
Quando eu vou completar a minha parte
Nos pedaços que vêm de outro poeta.

Aos interessados em adquirir o livro, o poeta envia pelos correios, basta entrar em contato com ele através da sua fanpage (www.facebook.com/poetaviniciusgregorio) ou pelo telefone: (87) 99607-3347.

fotos e texto: divulgação do Poeta Vinícius Gregório


domingo, 4 de setembro de 2016

FILME SOBRE A VIDA DE ROCKY LANE SERÁ LANÇADO EM ARCOVERDE


Rocky Lane no lançamento do seu Livro, em 2010
 
"Um homem conheceu o cinema, trabalhou no cinema e viveu para o cinema. Por vinte e cinco anos morou atrás da tela do cine Bandeirante.

Conhecido como Rocky Lane, nome do famoso ator do faroeste americano, assumiu a identidade do personagem na sua vida real e teve sua época de glória com o auge do cinema nos anos 50 e décadas seguintes. Fazia de tudo no cinema, especialmente buscar as fitas e os cartazes na estação de trem, desde a sua inauguração em 1947.

No início dos anos 80 o cinema fechou, e essa foi a maior tragédia de sua vida. A estrela perdeu o brilho e o ídolo já não era mais reconhecido nas ruas. Rocky Lane viveu o dilema entre manter a sua própria fantasia ou se despir do personagem e assumir sua identidade real, que pouca gente conheceu".

Este texto foi retirado do material de divulgação do filme "Uma Balada para Rocky Lane", média metragem de Djalma Galindo, que será lançado em Arcoverde no próximo dia 10/09 (sábado), às 18 h, no SESC de Arcoverde.

Essa obra cinematográfica vai retratar a vida de um dos personagens mais originais da história de Arcoverde. José Leite Duarte, natural de Custória/PE, mas que viveu a maior parte de sua vida em Arcoverde, onde encarnou o cowboy das telas do cinema, Rock Lane.
Pode-se dizer que Rocky, como era conhecido por todos, foi o personagem mais importante da história do cinema em nossa cidade.

No saudoso Cine Bandeirante, Rocky atuou em todas as funções possíveis e imagináveis, foi porteiro, vigilante, projetista, programador, transportador dos filmes em rolo e, por um período, seu morador (num quarto minúsculo situado embaixo do grande palco).

Falecido em 2011, Rocky lançou no final de 2010 o Livro “História do Cinema Bandeirante”, no qual é narrada a trajetória do Cinema da Praça da Bandeira, desde a iniciativa dos Irmãos Moraes, que construíram a sala de espetáculos, até o seu final melancólico. Este era o maior sonho do nosso cowboy e foi viabilizado mediante uma ação do COCAR, da ONG Casa Jonas Moraes e de amigos de Arcoverde.

Serviço:

O que: Lançamento do filme "Uma Balada para Rocky Lane"
Quando: dia 10 de setembro (sab), às 18h
Onde: Sesc Arcoverde

foto: Xis Club

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ESPETÁCULO "A MANDRÁGORA" SERÁ APRESENTADO ARCOVERDE


Espetáculo "A Mandrágora"
Incluída na III Mostra de Artes Geraldo Barros , promovida pelo SESC, que vem ocorrendo desde o dia 22/08 e segue até o dia 02/09, o espetáculo teatral  A Mandrágora, texto de Nicolau Maquiavel adaptado por Guilherme Vasconcelos e direção de Marcondes Lima. 

A Mandrágora, de Guilherme Vasconcelos, adaptado do original escrito em 1508 por Nicolau Maquiavel. Produzida pela Galharufas Produções, foi contemplada por duas vezes pelo Funcultura, em Montagem, no ano de 2014 e Circulação de Espetáculo, em 2015. Dirigida pelo talentoso diretor Marcondes Lima, que atualmente assina o espetáculo Nossos Ossos, em cartaz no Recife, a peça é uma sátira de costumes e contextualiza a clássica história escrita originalmente, no século 16, para o Sertão nordestino. 

Na encenação, Calímaco, é um rico paraibano radicado no Recife, é apaixonado por Lucrécia, esposa de moral ilibada do poderoso Coronel Nício Calfucio. O rico casal, apesar das tentativas, não consegue ter filhos. Calímaco, então, finge-se de médico e receita um infalível e mortal remédio à base de mandrágora, uma suposta planta afrodisíaca, conseguindo ludibriar o Coronel e tendo sua paixão finalmente correspondida.

A peça, que conta com excelente elenco, cumpriu temporadas nos Teatros Apolo e Luiz Mendonça, e foi um dos espetáculos de maior repercussão no 22º Janeiro de Grandes Espetáculos, em 2015, tendo 10 indicações ao Prêmio, inclusive de Melhor Espetáculo, Direção e Figurinos.

O espetáculo será apresentado no dia 28/08 (domingo) às 19h, no Teatro Geraldo Barros do SESC Arcoverde, com classificação de 14 anos e entrada gratuita.

Ficha Técnica
Texto: Nicolau Maquiavel
Adaptação: Guilherme Vasconcelos
Direção: Marcondes Lima
Assistente de Direção: Taveira Junior
Figurinos, Cenários e Adereços: Marcondes Lima
Assessoria de Imprensa: Gianfrancesco Mello
Programação Visual: Cláudio Lira
Plano de Iluminação: Játhyles Miranda
Execução de Iluminação: Játhyles Miranda
Pesquisa Musical: Samuel Lira
Execução de Sonoplastia: Miguel Taveira
Plano e Execução de Maquiagem: Marcondes Lima
Produção Executiva: Taveira Junior
Assistente de Produção: Thalita Gadêlha.
Produção local Arcoverde: Juliana Zuppardo
Contrarregra: Gaguinho
Camareira: Beta Galdino
Elenco: Flávio Andrade (Calímaco), Mário Antônio Miranda (Coronel Nício Calfúcio), Nínive Caldas (Lucrécia), Diógenes de Lima (Ligúrio), Normando Roberto Santos (Padre Timóteo), Carmem Alves (Dona Sóstrata), Múcio Eduardo (Siro) e Thalita Gadêlha (Dona Graça).
Recomendação etária: 14 anos.
Duração: 70 minutos.

Colaboração: Juliana Zuppardo




quarta-feira, 6 de julho de 2016

CIDADE DA PEDRA SERÁ CENÁRIO DE UM DOS FILMES CONTEMPLADOS NO FUNCULTURA



Severino Dadá (de gravata) ao lado de Rocky Lane no Serviço de Alto Falantes Bandeirante
A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) anunciaram, na última terça-feira (5), a relação dos projetos selecionados pelo 9º Edital do Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2015/2016). Nesta edição, foram disponibilizados R$ 19,9 milhões para os trabalhos eleitos.

Em Arcoverde, o único projeto aprovado foi o “Cine Junta Tribo”, da Associação Urucungo, na categoria desenvolvimento do cineclubismo. O projeto contemplado tem por objetivo de realizar sessões cineclubistas e já havia sido contemplado no edital anterior, o que demonstra que é uma iniciativa que deu certo e cumpre o seu papel de difundir a linguagem cinematográfica no Município.

Outro projeto aprovado que, embora seja vinculado a produtor cultural da Região Metropolitana do Recife - RMR, causará grande impacto em Arcoverde e na vizinha Pedra é o curta metragem "A Nave de Mané Socó", dirigido pelo cineasta Severino Dadá.

Esse filme será totalmente executado na cidade da Pedra, devendo ser rodado ainda este ano e certamente contará com atores da Região no seu elenco, assim adiantou o Diretor em conversa exclusiva com o COCAR.

Segundo Severino Dadá, que reside no bairro da Glória no Rio de Janeiro, este projeto é a realização de um antigo sonho, cujo principal aspecto é "divulgar os sons, os costumes, a cultura popular, a religiosidade da nossa gente e as tradições, soando como um canto de amor e homenagem à terra querida, a Pedra".

Por suas palavras já se percebe que o Diretor é natura da Pedra. Ele mudou-se ainda adolescente para Arcoverde, onde adquiriu o gosto pela sétima arte, assistindo, ele revela, todos os filmes que passavam nos cinemas da cidade. Era conhecido na época como a enciclopédia do cinema, já que memorizava com detalhes os enredos, os elencos e até a música dos filmes a que assistia.

Dadá de Cravo, como era conhecido na época, foi também radialista, primeiro no Serviço de Alto-Falantes Bandeirante e depois na Rádio Cardeal. Devido a sua militância política no movimento cultural, foi perseguido pela Ditadura Militar e acabou migrando para o Rio de Janeiro.

Na cidade maravilhosa, não tardou a se enturmar com pessoas ligadas ao cinema e acabou conseguindo trabalho em montagens cinematográficas, onde aprendeu o ofício de montador. Tornou-se amigo de grandes diretores do cinema nacional como Nelson Pereira dos Santos, Rogério Sganzerla, Neville D´Almeida, Geraldo Sarno, Octávio Bezerra, dentre outros, e, nessa época, pela sua desenvoltura e sensibilidade na profissão ganhou o apelido de "Cangaceiro da Montagem".

Severino Dadá foi o primeiro pernambucano a ser premiado com o Kikito no Festival de Gramado, pela montagem do filme "Nem Tudo é Verdade". Tem também no seu currículo uma premiação no Festival Internacional de Cinema de Havana (1996), como montador e editor de som, no longa metragem Corisco e Dadá do cineasta cearense Rosemberg Cariry. A sua assinatura consta em mais de trezentas obras, nas funções de montador e editor de som, num espectro de realizadores que vai de Nelson Pereira dos Santos, passando pelo cearense Rosemberg Cariry e indo até o boliviano Jorge Sanjinés, tendo registros desde o cinema marginal até o cinema ligado às causas sociais.

Dadá tem interagido também com a vanguarda cinematográfica brasileira, tendo efetuado montagens em filmes do seu filho, o jovem cineasta André Sampaio.

Pelo conjunto de sua obra, em 2009 foi homenageado no 2.º  Festival de Cinema de Triunfo/PE e, nos meios da cinematografia, é considerado um ícone quando se fala em montagem.

Dadá se diz muito instigado em realizar este curta na sua terra natal e fala que está ávido por vir comer um sarapatel com cerveja gelada na feira da Pedra.


Veja aqui a lista completa dos projetos selecionados no Funcultura Audiovisual.

Foto: Acervo da Casa Jonas Moraes

sábado, 25 de junho de 2016

ARCOVERDE PEGA FOGO COM A CAMINHADA DO FORRÓ

VI CAMINHADA DO FORRÓ DE ARCOVERDE
Pelo sexto ano consecutivo a Caminhada do Forró encheu de alegria e empolgação as ruas de Arcoverde, levando centenas de foliões juninos a cair no forró em um dos pontos altos do São João da cidade.

As pessoas começaram a chegar no Bar Madeira de Lei, local da concentração, por volta das 10:30h e em pouco tempo o forró já tomava conta do espaço, com a presença de músicos e apreciadores das tradições juninas.

Antes da saída do cortejo, o poeta  Túlio Araújo declamou um poema de sua autoria que faz um histórico da difusão da sanfona no Brasil. Este momento foi uma louvação a todos os sanfoneiros de Arcoverde, os homenageados desta edição da  Caminhada do Forró.

Por volta de meio dia e meia, a Prefeita Madalena Brito fez uma saudação aos forrozeiros e deu como iniciada a Caminhada. Neste momento, já se ouvia os primeiros tiros  do bacamarteiro João Cabral, que deu um brilho especial ao evento.

A Trupe do Boi Cafuné abriu o desfile carregando estandartes dos santos juninos. Um agrupamento de cerca de 20 sanfoneiros veio em seguida, tocando o melhor do repertório junino, levando a multidão a dançar e entoar clássicos do repertório de Luiz Gonzada, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos, dentre outros.

No parte de trás do cortejo, um minitrio elétrico trazia um grupo de forró, que comandava o repertório especialmente montado para a Caminhada do Forró.

Às 14 h, a Caminhada chegou ao seu destino, o Centro Comercial de Arcoverde - CECORA, onde no pátio da feira foi recebida com uma salva de fogos de artifício e aplausos da multidão. Foi realizada a solenidade de entrega dos troféus aos sanfoneiros participantes.

O grupo artistas do COCAR realizou um momento especial com números de poesia e forró-pé-de-serra, onde a tônica foi a saudação aos sanfoneiros participantes

A partir de então a festa continuou no pátio, onde o povo pode degustar iguarias do período junino e dançar até o último acorde da sanfona.

Mais uma vez a Caminhada do Forró cumpre o seu papel de colocar festa nas ruas de Arcoverde, firmando-se como o evento diurno mais concorrido do São João de Arcoverde.

A Caminhada é uma realização do Coletivo Cultural de Arcoverde - Cocar e conta com apoio da Prefeitura Municipal, da Secult/Fundarpe e dos seguintes patrocinadores Hotel Cruzeiro, Hotel Frei Damião, Max Service, Supermercado Esperança e Hospital Memorial.

FOTO: AMANNDA OLIVEIRA

segunda-feira, 20 de junho de 2016

CAMINHADA DO FORRÓ ANIMA AS RUAS DE ARCOVERDE PELO SEXTO ANO



Pelo sexto ano consecutivo o Coletivo Cultural de Arcoverde - COCAR realiza a Caminhada do Forró. Evento diurno que leva os foliões juninos às ruas da cidade num cortejo sanfonado que segue pelas ruas centrais e se dirige para o Centro Comercial Regional de Arcoverde - CECORA, onde funciona a feira. Ali está sendo montada uma estrutura especial para receber a Caminhada e, certamente, o local irá se transformar num grande arraial festivo com presença dos artistas, feirantes e do público em geral.

Mais de vinte sanfoneiros já confirmaram participação no evento, que contará também com a presença de outros grupos culturais da cidade, a exemplo da Trupe do Boi Cafuné e da quadrilha junina de pernas de pau da Secretaria de Ação Social. Não faltarão a esse momento cultural também os aboiadores, declamadores e repentistas que comumente frequentam o espaço da feira.

A Caminhada do Forró a cada ano vem crescendo em número de pessoas e em 2016 estima-se que mais de mil pessoas acompanharão o cortejo ao som da autêntica música regional, mantendo a tradição das festas juninas do interior do Nordeste, onde Arcoverde se destaca com um dos principais polos.

A concentração ocorre a partir das 10h no Bar Madeira de Lei (próximo a antiga estação ferroviária), que já se prepara para receber os participantes do evento, os quais, inclusive, poderão saborear ali delícias da gastronomia sertaneja.  Por volta do meio dia, o cortejo segue em direção à feira. A Prefeitura já está preparando o local para receber os foliões juninos, com estrutura de palco, bares e ornamentação especial.

Como nos últimos anos, a Caminhada do Forró integra o Cultura Livre nas Feiras, projeto realizado pela Secretaria Estadual de Cultura/Fundarpe. 

Considerado um ponto alto do São João Arcoverdense, o evento é acessível a todos, pois não conta com cordão de isolamento, todavia, é vendida uma camisa que serve de lembrança da festa. A exemplo dos anos anteriores, a arte da camisa foi especialmente produzida pelo artista plástico Sebastião Rodrigues.

A Caminhada do Forró recebe apoio da Prefeitura Municipal, da Fundarpe e do comércio local.

FOTO: XIS CLUB