domingo, 29 de abril de 2012

O SÃO JOÃO DE ARCOVERDE E A VALORIZAÇÃO DOS ARTISTAS DA TERRA



Quando se visualiza os grandes eventos festivos do Estado de Pernambuco, mormente os do período junino, certamente o São João de Arcoverde merece uma atenção especial. De fato, ao longo desses anos essa festa tem se consolidado como um dos mais prestigiados eventos do calendário cultural de nosso Estado e, porque não dizer, da Região Nordeste. A cobertura que a mídia tem garantido ao nosso São João confirma o seu prestígio.

Para os artistas, sem dúvida, apresentarem-se ali, é garantia de enriquecimento do currículo e de ser exposto numa excelente vitrine, sendo vistos por numero público, formado por pessoas da cidade, mas também por uma grande leva de turistas, que, ano após ano, invadem a cidade para prestigiar o evento.

Na última terça-feira (24), a programação do polo central da festa foi anunciada em Recife, tendo a mídia dado grande cobertura à comitiva comandada pelo Prefeito Zeca Cavalcanti, a qual contou com a  Vice-Prefeita, com Secretários Municipais e com Vereadores. Estiveram presentes também vários dos artistas que irão se apresentar no grandioso evento.

Para nós, que militamos em defesa da cultura local, dentre as atrações anunciadas, duas merecem destaque especial, deixando-nos à vontade para manifestar todos os elogios aos que organizam o São João Arcoverdense pela inclusão das mesmas na festa. Falo do retorno aos palcos da Terra do Cardeal de dois nomes que, inegavelmente, enchem-nos de orgulho por serem originários desse lugar. Falo de João Silva e do Coco Raízes de Arcoverde.

O mestre João Silva, natural do distrito das Caraíbas, iniciou-se musicalmente em Arcoverde, de onde migrou para o Sudeste e ali construiu uma exitosa carreira, que o coloca como um dos compositores brasileiros mais gravados. Para se ter uma idéia, a sua canção "Prá não Morrer de Tristeza", conhecida como o hino da boemia brasileira, é um hit que recebeu inúmeras gravações, desde artistas da região até o festejado Nei Matogrosso. Mas o maior mérito de Seu João é ser o compositor mais gravado pelo Rei do Baião. Assim, a população de Arcoverde recebe o grande presente de poder assistir a apresentação desse filho ilustre, exatamente na abertura do São João em que se comemora o Centenário do Pernambucano do Século, Luiz Gonzaga. 

João Silva, inclusive, foi recentemente agraciado pela Câmara de Vereadores de Arcoverde com a Medalha de Honra ao Mérito Cardeal Arcoverde, atendendo a uma proposição do Vereador Luciano Pacheco. Fala-se até que a medalha será entregue na abertura do São João 2012.

O Coco Raízes de Arcoverde, que ficou de fora da festa no ano passado, tem literalmente levado o nome de nossa cidade pelas várias apresentações que tem feito no País e até no estrangeiro, sendo louvado como um dos mais autênticos grupos de cultura tradicional de Pernambuco. Um ponto que merece ser ressaltado quanto ao Raízes é que a sua apresentação na noite de São João será feita em conjunto com o Coco Trupe de Arcoverde, num formato que, além de mostrar todo o vigor da nossa mais tradicional manifestação cultural – o Samba de Coco – favorece a união e o congraçamento entre os artistas.

Assim, não poderíamos deixar de fazer a nossa louvação àqueles que idealizam o São João de Arcoverde, pela excelente iniciativa de valorizar artistas de matriz arcoverdense, como é o caso também de Mazinho, Wagner Carvalho e Banda Oásis, além de outros tantos que se apresentarão nos polos descentralizados.

Registramos, todavia, também as ausências. Sem querer entrar no mérito quanto às razões da não inclusão na grade de programação dos nomes de Paulinho Leite e da Banda Noda de Caju, não dá prá esconder que esses artistas, que têm lugar em qualquer palco em que seus estilos musicais sejam apresentados, deixarão uma lacuna que certamente será reclamada pelos seus muitos fãs que prestigiarão o melhor São João do interior pernambucano.


Kleber Araújo – Diretor de Comunicação do COCAR

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ARCOVERDE SEDIARÁ FESTIVAL DE TEATRO EM MAIO


Nos dias 18, 19 e 20 de maio, a Equipe Teatral de Arcoverde - ETEARC promoverá o II FETEARC - Festival de Estudantil de Teatro e Bois de Arcoverde. O evento une no mesmo espaço às artes cênicas e a cultura tradicional, esta representada pelos Bois, manifestação de grande vigor na cidade de Arcoverde.

Segundo Allan Shymtty, líder da ETEARC, o Festival é o coroamento de um trabalho que já vem sendo desenvolvido nas escolas públicas da cidade há oito anos e que busca, dentro do contexto escolar, colocar crianças e adolescentes diante das diversas atividades que compõem a arte teatral, tais como:  maquilagem, direção, dança, canto e interpretação, oportunizando aos participantes o desenvolvimento da sensibilidade e do gosto pela arte.

Acrescenta Allan que, no plano coletivo, o projeto proporciona o exercício do diálogo, da cooperação, do respeito mútuo e da aceitação das diferenças, além de elevar a auto estima das crianças e adolescentes envolvidos.

O grande homenageado do evento, com muita justiça, por sinal, é o artista plástico e diretor teatral Pedro Gilberto. 

Em breve publicaremos mais detalhes sobre o FETEARC, que promete ótimas atrações para o público, sempre ávido por eventos do gênero.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O ARTISTA PLÁSTICO ZÉ MONTEIRO É DESTAQUE NA MÍDIA REGIONAL

Zé Monteiro em seu Ateliê

Neste domingo, 15/04, o Jornal do Comércio Agreste publicará uma matéria sobre o artista plástico de Arcoverde, Zé Monteiro, que inclusive terá sua foto estampada na capa do Caderno Cultural. É um orgulho para a cultura de nossa cidade o reconhecimento desse brilhante artesão que retratra, através da escultura e pintura, as maravilhas de nossa terra.

Recentemente, a vida do artista  foi contada no curta-metragem  O HOMEM QUE VENCEU CINCO MORTES, com a direção de Wilson Freire. Zé Monteiro foi motorista de caminhão durante quase toda a vida. Em 2004, depois de uma cirurgia de coração e desenganado pelos médicos, recorreu a fé que tinha nos santos Padin Ciço e Frei Damião e, sobreviveu. Para voltar a viver, por insistência de uma de suas filhas, começou a pintar e fazer esculturas. Tem seus trabalhos na Galeria Brasiliana em São Paulo; no Aeroporto do Recife; na abertura do Programa de Rolando Boldrin - SR RASIL; todos os anos partcipa da FENEART, do São João de Arcoverde (cidade cenográfica), do Talentos da Maturidade pelo Banco Real e, faz parte da Associação de Artesãos de Arcoverde.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

FESTIVAL PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL - PROGRAMAÇÃO DAS ARTES CÊNICAS

Encenação da Peça O Menino Minotauro
 
Espetáculos de circo, dança e teatro estão na programação do Festival Pernambuco Nação Cultural (FPNC) – Sertão do Moxotó, que acontece até o próximo domingo (15/4), em sete cidades da região. Esta etapa dá continuidade ao circuito de ações culturais aberto no final de março na Zona da Mata Norte pernambucana e previsto para percorrer todas as regiões do estado até o final do ano, com programação de música, cultura popular, artes cênicas, artes visuais, cinema e outras linguagens.

A programação de artes cênicas começa nesta quinta-feira, dia 12/4, em Manari, a 400 km do Recife. A praça Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade, recebe, às 16h, o espetáculos “Picadeiro Pernambuco – a tradição milenar”, montada pelo Grupo Carcará, com direção de Williams Santana. O espetáculo reúne artistas tradicionais de circo pernambucano, apresentando números que fazem parte da história circense brasileira, passados de geração a geração.

Na sexta-feira, dia 13/4, Manari recebe o espetáculo de dança contemporânea “Eu vim da ilha”, fruto de uma pesquisa de dois anos feita pela Companhia de Dança do Sesc Petrolina sobre elementos e signos da Ilha do Massangano, localizada no meio do Rio São Francisco, no Sertão. A travessia, o rio, os sons e as pessoas que moram na ilha inspiraram a construção do espetáculo que tem direção e coreografia de Jailson Lima e pode ser visto na praça Nossa Senhora da Conceição, às 19h.

Já no sábado (14/4), às 16h, a Associação Oásis, também em Manari, será palco para a peça “O menino minotauro”, encenada pelo Grupo de Teatro de Manari, com direção de Allan Shymytty.

Arcoverde e Sertânia
 
Já Arcoverde, cidade polo do festival, recebe na sexta-feira (13/4), às 16h, na Associação Cultural Tropa do Balaco Baco, o espetáculo “Quatro”, apresentado pela Companhia Brincantes de Circo. O trabalho se utiliza das linguagens artísticas de circo, teatro, dança e música, além de ginástica rítmica desportiva, para mostrar de forma simples e inovadora quatro ciclos da cultura pernambucana: o carnavalesco, o junino, o afro e o natalino.

No sábado, dia 14/4, às 20h, o palco do Sesc Arcoverde abriga o espetáculo de dança “Zambo”, que retrata uma época, mais especificamente um movimento que revolucionou o entendimento da cultura pernambucana: o Manguebeat. “Zambo” está a cargo do Grupo Experimental e tem direção, coreografia e sonoplastia de Mônica Lira.

Outra cidade da região do Moxotó que recebe a programação de artes cênicas é Sertânia, também polo da programação do festival. Na praça de eventos Olavo Siqueira, no Centro, às 16h do sábado (14/4), será exibido o espetáculo “Vade retro – a história do homem que vendeu a alma ao diabo e quase perdeu o seu amor”, com direção de Romualdo Freitas. A montagem é da Equipe Teatral de Arcoverde (Etearc).


fonte: www.fpnc.org.br

terça-feira, 10 de abril de 2012

PROJETO GARAGEM AMANHÃ NO FPNC

Amanhã, 11/04, terá início em Arcoverde a programação de palco do Festival Pernambuco Nação Cultural do Sertão do Moxotó. No palco Nação Cultural (Largo do CECORA) acontecerá, a partir das 19h, o Projeto Garagem, que abre espaço para grupos da cena punk rock do Estado. Mandarão o seu recado as bandas  Fetus, Sistema de Protesto, BCR e Irmandade Punk (todas de Arcoverde), Plugins (Recife) e B.U (Recife).

Será uma espcial oportunidade para os grupos arcoverdenses mostrarem um trabalho que, embora pouco divulgado, tem história no cenário cultural da Cidade. Apresentamos o release da banda BCR, gentilmente enviado pelo integrante François Cevert. Conheçam.


BCR
(banguelo chupando rapadura)

     A  BCR surge em 1998,  na Terra do Cardeal, momento em que  a cidade vivia uma turbulência de um movimento de rock, movimento principalmente pelo auge do mangue beat,período em que surgiram várias bandas na cidade, que faziam músicas ''no peito e na raça'', tocando um punck    rock cru mesclado com o hard core e elementos do hip-hop, trazendo em  suas letras questionamentos sobre a conjuntura mundial, problemas socias e comportamentaias do dia a dia,  com rimas e refrões que são faceis  de serem asimilados pelo publico, a banda se apresentou em vários festivas realizados em Arcoverde: PRAÇA KAOS, FESTIVAL CALANGOTANGO, JUNTA TRIBO,  FESTA PUNCK e no SÃO JOAO DE ARCORVERDE.
Composta  na atualidade por Rodolfo Búraro-vocais, Binho Ladem-vocais, Jhonatan Nonon-guitarra, Aleaxandre Noodle-baixo e François Tucano-bateria, apesar dos altos e baixos a banda continua em atividade, com um cd gravado( Condenado à Vida).
A BCR se coloca na vanguarda resgatando o velho e glorioso rock de garagem de outros tempos